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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Crónicas históricas - o nascimento de um livro



Início de 2012. Aulas de Mestrado em Design Editorial, Instituto Politécnico de Tomar. Fui incumbido de fazer o trabalho final para a cadeira de Design do Livro. Escolhi um tema que me deu gozo: os artigos da autoria de António Luis Roldão. Fruto da sua intensa pesquisa sobre a história do concelho de Vila Nova da Barquinha, foram publicados ao longo de décadas no jornal Novo Almourol. Seleccionei os textos. Dei-lhe o nome “Barquinha, Crónicas Históricas”. O autor aprovou. Fotografei. Escolhi fotos antigas. Passei horas a seleccionar o tipo de letra mais adequado para a capa. Passei noites e dias a dar forma às páginas. Estudei várias capas. Fotos a cores. Fotos a preto e branco. Dei voltas e voltas. Um tema que não podia ser mais motivante. Obteve nota 16. Um livro que o concelho de Vila Nova da Barquinha devia a si próprio há muitos anos. Uma obra para ler, reler e guardar. Um autor cuja excelência e rigor do trabalho de investigação histórica merece ser guardado no tempo, num objecto (livro) com uma estética dignificante do seu conteúdo. O primeiro volume. Uma publicação acolhida pela autarquia e pelo seu responsável máximo, Fernando Freire, também investigador da história local, promotor e difusor da cultura e do saber. Agora ganhou forma e está à venda no Posto de Turismo de Vila Nova da Barquinha. Da minha parte, espero que gostem.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Menina Bonita


É bela. Sabe o que quer. Simpatia contagiante. Ousada e consciente. Madura e decidida. Uma diva. Princesa.

O seu traço embriaga. Apaixona. Como se de uma força superior se tratasse, atrai a si todos os seres que contemplam a sua forma. É quase uma religião. Uma fé. Um corpo abençoado pelas entidades divinas. Humildemente superior. Lindo! Na sua alma escorre o suor dos fiéis amantes, dos largos fãs que suspiram. Mensagens espalham pelo mundo uma beleza explosiva, qual diamante por lapidar. É arte!

A força do seu carácter brota da sua simplicidade. Da pequenez faz uma imensidão. Da natureza a sua vaidade. As suas águas rebentadas carregam estórias. As lágrimas são de sangue. De heróis. Ainda guarda segredos por revelar. Lendas por contar. Dos rios. Dos lugares. Das guerras.

Cavaleiros defenderam o seu nome. Contra mouros. Por Portugal. À média luz se escrevem as suas páginas na história. Conquistas irreais. Gigantes. Feitos sem igual.

As mãos que moldam a sua existência resistem. Gente singela. Os seus campos ávidos de humanidade nadam contra a corrente. Imóveis.

Mil ventos empurram as folhas pelos recantos da sua figura escultural. Calam-se as árvores para ouvir o bater das aves encarriladas no seu leito. A solidão acalma. O silêncio rejuvenesce. Caminhos lúcidos percorrem a sua mente. Olha para trás feliz. Pensa. Aguarda por um futuro risonho.

As suas feridas estão curadas. O seu brilho em tempos ofuscado reluz outra vez. É grande. É novamente feliz. Ela sonha. Faz acreditar. Cresceu para se tornar rainha. Do Tejo.

Uma mulher. Uma terra. Um sorriso. Barquinha.