quarta-feira, 18 de março de 2015

Antigo craque do FC Porto natural de Vila Nova da Barquinha



Mais conhecido por “Leão de Génova”, Virgílio Marques Mendes, antigo defesa do FC Porto, Capitão de equipa, conquistou 2 Campeonatos e 2 Taças de Portugal e foi internacional pela Selecção de Portugal 39 vezes, é natural do Entroncamento (1926), concelho de Vila Nova da Barquinha (o Entroncamento só foi elevado a concelho em 1945 - http://www.cm-entroncamento.pt/index.php/pt/municipio/cidade/historia)

um dos grandes nomes do futebol português de todos os tempos”



sexta-feira, 27 de junho de 2014

Crónicas históricas - o nascimento de um livro



Início de 2012. Aulas de Mestrado em Design Editorial, Instituto Politécnico de Tomar. Fui incumbido de fazer o trabalho final para a cadeira de Design do Livro. Escolhi um tema que me deu gozo: os artigos da autoria de António Luis Roldão. Fruto da sua intensa pesquisa sobre a história do concelho de Vila Nova da Barquinha, foram publicados ao longo de décadas no jornal Novo Almourol. Seleccionei os textos. Dei-lhe o nome “Barquinha, Crónicas Históricas”. O autor aprovou. Fotografei. Escolhi fotos antigas. Passei horas a seleccionar o tipo de letra mais adequado para a capa. Passei noites e dias a dar forma às páginas. Estudei várias capas. Fotos a cores. Fotos a preto e branco. Dei voltas e voltas. Um tema que não podia ser mais motivante. Obteve nota 16. Um livro que o concelho de Vila Nova da Barquinha devia a si próprio há muitos anos. Uma obra para ler, reler e guardar. Um autor cuja excelência e rigor do trabalho de investigação histórica merece ser guardado no tempo, num objecto (livro) com uma estética dignificante do seu conteúdo. O primeiro volume. Uma publicação acolhida pela autarquia e pelo seu responsável máximo, Fernando Freire, também investigador da história local, promotor e difusor da cultura e do saber. Agora ganhou forma e está à venda no Posto de Turismo de Vila Nova da Barquinha. Da minha parte, espero que gostem.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Exposição "Ofícios de Vila Nova da Barquinha"

Visitem a exposição de pintura do meu amigo Domingos Simões, em conjunto com as minhas fotos sobre o mesmo tema, entre 10 de junho e 20 de setembro, no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha!
Apareçam!


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Abafado "on the road"


Bicicleta “pasteleira”. Boina. Bigode fininho e fato domingueiro a condizer. Eis a nova personagem de Quim Vieira, que aos Domingos percorre o Barquinha Parque, apregoando o abafadinho. Joaquim de Matos Vieira, barquinhense ilustre e guardião de memórias de Vila Nova da Barquinha que expõe no seu Bar Museu 21, vai ao encontro dos clientes e amigos por entre esculturas, plátanos e pedaços do Tejo, desde o início do Verão.

Portador de licença de vendedor ambulante, emitida pela Câmara Municipal, Joaquim Vieira junta-se assim aos comerciantes de artesanato que nos dias de sol vendem os seus produtos no parque. A ideia surgiu-lhe em casa do vizinho Romão, quando este lhe ofereceu umas velharias para o seu espólio. “Logo que vi a bicicleta em casa do meu vizinho pensei logo em comprá-la para recuperar a pasteleira do meu pai. Depois lembrei-me das figuras típicas barquinhenses que no século passado, ao Domingo, vestiam fato e gravata para passear de bicicleta. A este conceito juntei o abafado e surgiu esta personagem de vendedor ambulante”, conta.

O negócio não é rentável pois em dias de calor a bebida licorosa aquece a alma mas não mata a sede. “Acaba por ser uma autêntica publicidade para o Museu 21”, confessa. Vendas à parte, Quim mete conversa com amigos e forasteiros que diz virem de pontos longínquos do país para ver as esculturas e o parque. “Pergunto-lhes de onde vêm. Falo-lhes do parque, das esculturas, da Barquinha. É muito gratificante”, refere. O vendedor de abafado que também é poeta e artista plástico não descarta no futuro a criação de outras personagens, como por exemplo o “Arrais”.

Quanto ao seu vasto espólio documental sobre a terra que o viu nascer, está a partilhá-lo na sua rede social de eleição, o Facebook.

Num mundo menos virtual, poderá encontra-lo num Domingo solarengo num parque perto de nós. Siga o pregão “Olhó abafadinho!!!”.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Portugal… 2023




O Presidente Chakal está em presidência aberta pelo país. Na companhia da cadela Pulga percorre Portugal de lés-a-lés, na sua motoreta, ensinando aos portugueses como confeccionar refeições saudáveis.

Ricardo Araújo Pereira, o Primeiro-ministro, fala ao país diariamente, na TV, logo depois das notícias, para entreter a população. “Saudinha da boa” é o nome do magazine do único elemento do governo. As figuras mais altas do estado têm uma função puramente lúdica-pedagógica. Carro oficial: Renault Clio.

Depois da revolução de Abril de 2013, Portugal nunca mais foi o mesmo. Tornou-se no primeiro “estado popular” do mundo. Sem Governo, sem Deputados. José Gomes Ferreira, antigo jornalista da SIC, liderou o movimento de jornalistas que inspiraram a revolução convocada nas redes sociais. O movimento invadiu e dissolveu a Assembleia da República, que ocupou durante 1 mês. Tempo em que foi reescrita a Constituição de Portugal. Cavaco Silva e Passos Coelho demitiram-se e vivem agora em Paris, no mesmo bairro de José Sócrates. Encontram-se todas as manhãs para um joguinho de dominó na Patisserie lá do sítio.

As leis são agora propostas e debatidas por qualquer cidadão, no Facebook. As propostas com mais “likes” são convertidas em leis. O cumprimento da Nova Constituição de Portugal – Estado Popular – é garantido pela polícia e pelos tribunais. Não existe poder executivo. Não existem ministérios nem direcções gerais. A execução das leis é garantida pelos escassos técnicos dos serviços públicos. Os impostos foram praticamente abolidos. O estado foi quase que privatizado, à excepção da justiça e das forças policiais. Os cidadãos só pagam o que utilizam. Pagam para circular na auto-estrada, para frequentar a escola, para ir ao hospital, para ter uma reforma. Quase todas as organizações antes públicas são agora geridas por empresas privadas.

O Presidente da República e o Primeiro-Ministro são eleitos por SMS para mandatos de 1 ano. Não têm ordenado fixo. Recebem o que o público lhes atribui em chamadas telefónicas, durante os programas televisivos que emitem diariamente.

Gomes Ferreira, o “Che” português, tem uma escultura em sua honra no jardim de Alvalade, local onde em tempos existiu um estádio – Alvalade XXI – demolido entretanto pelo Polis 2015. Benfica e Sporting partilham o estádio de Benfica, pintado de branco depois adquirido pelo Município de Lisboa. O Palácio de S. Bento foi transformado em hotel de luxo. O Palácio de Belém acolhe agora o Museu da República. Em Janeiro de 2024 será inaugurada a 1.ª Ciclovia entre Lisboa e Porto, a C1.

Toda a formação académica de Miguel Relvas foi considerada nula. Recomeçou os estudos desde a 1.ª classe. Agora, aluno no Liceu Camões, ganha uns trocos no MC Donalds ao fim-de-semana.

Entretanto, pró ano há eleições. Vamos ter de escolher entre Nuno Markl e Manuel João Vieira.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Surpreendente Vila Nova da Barquinha

“Um milagre refrescante”. Quem é o diz é a jornalista Sílvia Souto Cunha, autora de um artigo de cinco páginas alusivo ao Parque de Escultura Contemporânea Almourol (PECA), publicado na revista Visão, no dia 8 de Junho.

O PECA está a fazer furor nos mais prestigiados órgãos de comunicação social portugueses, que não se poupam a elogios ao mais recente projecto do Município. Em conjunto com o Castelo de Almourol e a Escola Ciência Viva de Vila Nova da Barquinha, o concelho constitui um pólo de atracção único em Portugal, onde encontramos o melhor do património, da arte contemporânea, da arquitectura e da divulgação da ciência. Vila Nova da Barquinha está na moda.

Ao longo das últimas semanas, críticos de arte aplaudem o inédito projecto do parque de escultura, com rasgados elogios publicados nas páginas dos jornais de referência de Portugal. “Um conjunto escultórico público com uma qualidade exemplar”, escreve José Luís Porfírio no Jornal Expresso de 28 de Julho.

No Público de 20 de Julho, Luísa Soares de Oliveira alinha pelo mesmo diapasão: “A Barquinha conseguiu o que só na Gulbenkian, há muitos anos, se tinha feito: um museu de escultura ao ar livre. E um museu de escultura muito boa.”

O próprio Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, no dia da inauguração (6 de Julho), enalteceu o árduo trabalho autárquico na valorização da zona ribeirinha e as recentes transformações do concelho. “A Barquinha está no roteiro das artes contemporâneas”, afirmou o chefe de estado.

Provavelmente aquela que é mais artista portuguesa mais mediática, prestigiada e internacional de todos os tempos, Joana Vasconcelos, escreveu no livro de honra do restaurante Almourol aquando de um encontro com jornalistas, no dia 25 de Junho - “Versalhes é como Vila Nova da Barquinha”. A primeira mulher a expor no Palácio de Versalhes, Paris, faz um paralelo entre um dos principais pólos da arte e património de França, um dos locais turísticos culturais mais conhecidos do planeta e a nossa vila.

“Um lugar de peregrinação artística” ou “As onze esculturas de grandes dimensões instaladas no belíssimo parque ribeirinho da Barquinha são como a cereja no topo do bolo” são frases que se podem ler no jornal O Ribatejo, de 8 de Junho, em que além de toda a 1.ª página, dedicou três páginas ao tema num artigo da autoria de João Baptista.

Por seu lado, Joaquim António Emídio, proprietário do jornal O Mirante escreve na sua crónica semanal do dia 11 de Julho: “As obras de arte naquele espaço não aquecem nem arrefecem. O Parque já é uma obra de arte”.

A crítica é unânime em considerar o Parque de Escultura Contemporânea Almourol, instalado num espaço premiado, uma grande mais-valia para o concelho e para a região, atraindo visitantes e constituindo um gerador de riqueza, sabendo-se que a cultura e criatividade são o motor da economia no presente e no futuro.

“Iniciativa visionária e ousada”, foi como classificou Lopes da Silva, no jornal Notícias do Entroncamento de 29 Junho.

“Podem escrever-se muitas palavras, sempre insuficientes pois uma visita ao PECA é o melhor modo para as conhecer” (as esculturas) refere o jornalista Ricardo Alves nas páginas do Jornal de Abrantes de Junho de 2012.

“Combinação de arquitectura com pedagogia sem precedentes à escala nacional” conta Luís Maio, num artigo de duas páginas publicado no jornal Público do dia 10 de Junho, relativamente à Escola Ciência Viva, outro projecto de excelência motivo de orgulho para o concelho e que tem merecido a atenção da imprensa.

No dia 22 de Julho, o programa “Câmara Clara”, da RTP2, apresentado pela conceituada Paula Moura Pinheiro, dedica uma hora ao concelho. Castelo de Almourol, Parque de Escultura e Escola Ciência Viva, quais tesouros à espera de serem descobertos, foram os ingredientes desta viagem pela surpreendente Vila Nova da Barquinha.

http://camaraclara.rtp.pt/#/arquivo/265



















terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Excitante Cairo

“Isto é o Cairo!... Distante, Cairo! Excitante, Cairo! Apaixonante!...” cantarolava Bassam de quando em vez, alegremente, durante os oitos dias em que me acompanhou por todo o Egipto. Desde a fronteira com o Sudão, no Sul, até Alexandria, no norte junto ao Mediterrâneo, passando pela mega metrópole, o Cairo, Bassam foi o nosso guia turístico.

Nasceu junto ao Nilo, mas foi em Portugal que ouviu pela primeira vez o tema dos Táxi, de 1982. Estudou em Lisboa, onde de licenciou. Fã da pátria lusa, falava português fluentemente e com frequência recordava sítios que lhe deixavam saudades: Sintra, Alfama, Évora, Praia das Maçãs. A camisola 7, do Luis Figo, era uma das várias da selecção nacional que envergou naquela semana, enquanto nos explicava histórias de reis, rainhas e faraós. A milhares de quilómetros de distância do meu país, sentia-me em casa. Nilo acima, num barco repleto de tugas com a bandeira nacional hasteada, cantava-se “a portuguesa” à mesa, por entre ondas e outros cânticos. Bassam estava sempre lá. Sempre com um sorriso, este foi um dos guias mais simpáticos das minhas viagens.

O Egipto é impressionante. Pelo calor. Pela história. Pela paisagem. Pela cultura. Pela diferença. Guardo a imagem de um país pobre, mas calmo, seguro, amistoso.

Entretanto, pela televisão chegam imagens de revolução, morte, inquietação. Tal como a Tunísia e a Argélia, ali vivem-se momentos de mudança. As oligarquias, regimes ditatoriais, democracias militarizadas ou estados policiais, como lhes queiram chamar, pelo menos naquela parte do mundo, parecem estar perto de um “game over”.

Esta Afrorevolution tenta por fim à corrupção extrema, em que a riqueza fica toda concentrada numa só família. Segundo notícias, Mubarak terá uma fortuna pessoal avaliada em mais de 50 milhões de euros, propriedades, apartamentos por toda Europa e América, contas bancárias na Suíça, sabe-se lá o que mais… enquanto o povo egípcio está na miséria.

No coração do Cairo, a maior cidade de África (25 milhões de habitantes), a “Cidade dos Mortos” é um fiel retrato desta realidade. É um cemitério onde vivem cerca de um milhão de pessoas. Os velhos jazigos dão tecto a famílias inteiras em situação de pobreza extrema. Aqui até existem escolas e hospitais. Macabro.

No entanto, o Egipto é um país rico em recursos. As portagens do canal do Suez, por onde circula todo o tráfego marítimo entre a China, Ásia, e a Europa e Estados Unidos, são a principal fonte de receitas do país. Seguem-se o petróleo, a agricultura (só 6% do Egipto é fértil) e o turismo. Onde é que já vi este filme de riqueza mal distribuída…

Mas a paciência tem limites e a Internet deu uma ajuda a passar mensagem. Facebook e Twitter foram os principais canais dos mentores de uma revolução que se queria pacífica. Apesar do ridículo corte da Internet, no dia 28 de Janeiro, os protestos mantiveram-se. Má notícia para os países europeus que lucraram com negócios com os ditadores. O povo libertou-se. O Egipto é livre. Onde estará Bassam?

Fotos da era Mubarack (2005):